JOVEMTUDO Cabo Verde
produtora da grande infância
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[VÍDEO] JOVEMTUDO participa da Grande Feira do Livro de Cabo Verde

Posted On quarta-feira, 30 de outubro de 2024

 


Veja o vídeo da entrevista feita ao Editor da Jovemtudo Cabo Verde e gestor do projeto @BDPalop em Cabo Verde. O vídeo foi feito pelo Sokols 2017 durante a Grande Feira do Livro, organizado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, na Praça Don Luís, em Mindelo (Cabo Verde), de 19 a 23 de outubro.

[VÍDEO] JOVEMTUDO na Grande Feira do Livro em Cabo Verde

Posted On terça-feira, 29 de outubro de 2024





A BDPALOP, representada pela Produtora JOVEMTUDO, brilhou na Grande Feira do Livro em Mindelo, de 19 a 23 de outubro. A convite do Instituto da Biblioteca Nacional, a JOVEMTUDO apresentou a segunda coleção da BDPALOP, destacando a riqueza cultural e o talento dos PALOP, e os outros livros publicados pela sua chancela. Este evento, organizado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, com o apoio da Cooperação Portuguesa, celebrou a diversidade e o poder da leitura, promovendo a banda desenhada e a produção literária. JOVEMTUDO reafirma seu compromisso com a cultura e a arte!

A evolução da ilustração e banda desenhada em Cabo Verde: entre tradição e inovação

Posted On segunda-feira, 7 de outubro de 2024

 Se ao longo dos anos também teve contacto com os livros ilustrados em Cabo Verde o mais certo é que notou algumas diferenças. Os mais atentos terão notado que a ilustração e a  banda desenhada produzidas nas ilhas passaram por um processo de evolução notável, revelando-se como um reflexo da criatividade, inovação e desafios enfrentados pelos artistas locais. Quer seja para comprar, para oferecer ou apenas para folhear, este contacto terá despertado o olhar para as diferenças entre aquilo que se produzia nos primeiros anos da Independência, passando pelas décadas de 90 e mesmo no início de 2000 até chegar na produção vinte anos depois, na nossa actualidade.

A evolução da ilustração e banda desenhada em Cabo Verde - entre tradição e inovação


Nas últimas décadas, o arquipélago tem testemunhado momentos de estagnação e súbitos avanços. Contudo, na evolução da ilustração e banda desenhada em Cabo Verde é evidente na transformação dos traços, motivos e paleta de cores utilizados. Historicamente, a ilustração cabo-verdiana caracterizava-se por um estilo mais conservador, frequentemente retratando cenas do quotidiano insular.

Por outro lado, artistas talentosos acrescentaram-se e oferecem novas abordagens estilísticas, combinando influências tradicionais da cultura cabo-verdiana com uma estética contemporânea e técnicas digitais. Pode-se notar que os criativos locais tentam revitalizar na procura de uma conexão dos leitores com a cultura cabo-verdiana, sem abrir mão de novas perspectivas e estilos inovadores, mais ousados e com influências globais.

Outra mudança significativa na cena da ilustração e banda desenhada em Cabo Verde é a entrada de jovens talentosas mulheres. Num percurso pavimentado por poucas mulheres, inicialmente destacam-se nomes como Luisa Queirós, Leopoldina Barreto, Mizé Costa, Graça Matos Sousa, Ivete Santos e Ana Maria Carvalho Furtado. Agora as jovens emergentes trazem consigo uma energia e um entusiasmo transformador nesta narrativa visual: Merly Tavares, Coralie Silva, Gildoca Barros (todas participantes do projeto BDPALOP) e também Elisabete Gonçalves, Belva Monteiro, Jija Teixeira, Nathalie Melo, Tai Vieira, Lavínea Monteiro, Suzy Andrade, Djamila Inocêncio e outras também tem contribuído para expandir esta representatividade e novas experiências visuais. Meninas que diversificam as narrativas visuais, mas também inspiram uma nova geração de leitores e criadores. Para além da habilidade técnica, esta nova geração de ilustradores e artistas de banda desenhada traz um frescor e inovação para a cena.

Os próprios autores de estórias têm ganhado com essa evolução, uma vez que os ilustradores locais têm contribuído para a criação de obras visualmente cativantes e culturalmente relevantes para as crianças. De Cabo Verde para o Mundo.

E por falar em outros espaços, é possível observar uma relação direta entre a evolução qualitativa da ilustração cabo-verdiana e as oportunidades internacionais que surgem para os artistas locais. Alguns ilustradores combinam influências tradicionais com técnicas contemporâneas e digitais e já vão atraindo interesses além das fronteiras do arquipélago.

Sim, temos avanços, mas há desafios que persistem, especialmente em relação à falta de consistência dos ilustradores na publicação de obras. A justificativa é a nossa inseparável dificuldade financeira que faz com que a produção não possa ser regular. As despesas associadas à criação e publicação de ilustrações e  bandas desenhadas são um obstáculo significativo, levando com que alguns criativos só publiquem uma única vez ou tendo uma produção esporádica devido aos elevados custos envolvidos.

A falta de financiamentos contínuos, o preço elevado de materiais e de impressão, e a distribuição limitada são barreiras que dificultam a produção regular de novos títulos. Além disso, o mercado é pequeno, o que torna difícil para muitos artistas viverem exclusivamente da ilustração.

Como parte deste povo, os ilustradores também dão testemunho da resiliência e inovação na ilustração e  banda desenhada em Cabo Verde. Com ou sem a criação de mecanismos de apoio para que os ilustradores possam superar os desafios financeiros e assim garantir uma produção mais consistente. 

No todo, podemos falar da ilustração como um património artístico que merece ser valorizado, preservado e celebrado para que a cada geração se faça algo, se não melhor, diferente. Contudo, para que haja uma evolução sólida e sustentável, é necessário que haja mais investimentos em infraestrutura cultural, incentivos à produção artística e um mercado editorial mais robusto. O futuro promete muitas páginas a serem escritas – e desenhadas.

banda Desenhada em Cabo Verde: Uma arte emergente em ascensão

Posted On quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Quando ouves falar sobre ‘Banda Desenhada’ em Cabo Verde, qual a imagem que vem? Uma arte legítima e valiosa ou uma produção menor no todo ecossistema dos livros e das publicações nas ilhas?

banda Desenhada em Cabo Verde: Uma arte emergente em ascensão


É verdade que historicamente tem existido uma certa percepção de menoridade em relação à banda desenhada (aquilo que localmente chamamos de ‘Quadrinhos’), mas nota-se uma certa mudança gradual nesta visão. Autores de banda desenhada estão a ganhar mais reconhecimento com esta forma de arte, também ela capaz de expressar esse nosso Cabo Verde, suas culturas e histórias únicas. Claro que não se pode falar de uma indústria de banda desenhada no país, mas temos nomes nesta vertente criativa que despontam para dar os seus contributos.
Como meio de expressão, a Banda Desenhada tem sido pouca utilizada ao longo dos tempos no nosso arquipélago. Nada que se compara à história cultural que é fortemente influenciada pela música, literatura e as artes plásticas tradicionais. Bom, podemos apontar que ver a BD como uma forma de arte “menor” em relação a outras expressões artísticas mais estabelecidas, não é exclusivo de Cabo Verde. Mas isso não pode servir de consolo ao analisar a situação local.
Existem grandes desafios que são transversais à própria indústria editorial nacional e que passam pela falta de infraestruturas de apoio à produção, distribuição de banda desenhada e plataformas de divulgação, o que contribui para uma certa marginalização do meio. Outro desafio dos ilustradores é conseguir pegar desta arte e apresentá-la ao público como uma forma de expressão local autêntica. Alguns tem optado por resgatar personagens do folclore, figuras históricas nacionais ou relatos que ouviam dos seus mais antigos para apresentar uma BD com uma linguagem que ressoa a crioulidade de olhos no Mundo. Desta forma procuram observar e expressar as identidades e as narrativas cabo-verdianas, especialmente para as gerações mais jovens. Contudo, vale ressaltar que a BD ainda é frequentemente vista como algo voltado principalmente para crianças e jovens, o que pode limitar a sua aceitação como uma forma de arte séria e multifacetada, mas isso é outro assunto.
Mais recentemente, a iniciativa BDPalop (projeto que a Jovemtudo Cabo Verde é parceira) tem contribuído para elevar o status da BD nos países africanos de língua oficial portuguesa (em especial Angola, Cabo Verde e Moçambique), com parceria em Portugal e de olhos no mercado de Brasil, promovendo-a como uma forma de arte valiosa e relevante. Eventos, lançamentos e a crescente popularidade entre os jovens que se candidatam à Bolsa Literária da BDPALOP sugerem que a BD em Cabo Verde continuará a evoluir e a ganhar o reconhecimento que merece. Ou seja, o futuro da BD em Cabo Verde parece promissor, com criadores emergentes a esquadrinhar temas locais e globais, mas sempre na espera do despertar do mercado para o potencial desta forma de arte como uma expressão cultural e comercial. Esta plataforma da BDPALOP proporciona um espaço para a internacionalização das obras nacionais e um intercâmbio de autores com um público que de outra forma não teriam fácil acesso. Bem como potencializando que mais autores publiquem fora do país, testem outras plataformas digitais e impressas para atingir novos públicos. Este é um projeto que ajuda a nutrir os talentos locais e a criar ligações com a comunidade global de banda desenhada. A Segunda Mostra de Banda Desenhada, organizada recentemente, é um excelente exemplo do esforço contínuo para promover o talento local. Este evento reuniu obras de autores de Cabo Verde, Angola e Moçambique, revelando um universo gráfico e narrativo diversificado, repleto de criatividade.
Entre os talentos emergentes que participam das três edições da BDPALOP, destacam-se os nomes das duplas Kitty Blunt (Argumentista) e Toze Art (wasl) (Ilustrador) ou Domingos Mickaell Luísa (Argumentista) e Coralie Tavares Silva (Ilustradora) ou Edna Tavares (Argumentista) e Heguinil Mendes (Ilustrador). Também se destacam Marco Rendall (Argumentista) e Tiago Rendall (Ilustrador) ou Alan Alan (Argumentista) e Rogério Rocha (Ilustrador) ou Hannah Correia (Argumentista) e Alberto Fortes (Ilustrador). E na terceira edição sobressaem Erick Fortes (Argumentista) e Gildoca Barros (Ilustradora) ou Cheila Delgado (Argumentista) e Merly Tavarez (Ilustradora) ou Christy Roberto (Argumentista) e Gilardi Reis (Ilustrador). Todas essas duplas, através das suas criatividades nos argumentos e ilustrações têm dado visibilidade à riqueza da cultura cabo-verdiana com estórias encantadoras de um imaginário das ilhas para o Mundo e narrativas visuais com personagens marcantes. De se realçar que essas duplas receberam uma Bolsa Literária no valor de 5 Mil Euros que os permitiu desenvolver e publicar os seus trabalhos através de livros e que chegam também ao público através de eventos e plataformas digitais.
Com o desenvolvimento destes talentos e com um maior reconhecimento é de se esperar que Cabo Verde tenha uma palavra a dizer na banda desenhada africana. Enquanto isso a BDPALOP continua na sua missão de incentivar, promover e divulgar o que fazemos de bom na Banda Desenhada em Cabo Verde e nos PALOP.
Agora, mais do que nunca, a BD em Cabo Verde está a mostrar ao mundo que as suas histórias merecem ser contadas e lidas. Dê também o seu apoio à nossa Banda Desenhada!
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A 𝐁𝐃𝐏𝐀𝐋𝐎𝐏 é um movimento catalisador do ecossistema da Banda Desenhada no espaço PALOP e dos vários elementos da sua cadeia de valor. Este é um projeto implementado por quatro parceiros constituintes, a Anima (Moçambique - Coordenador do Projecto), a Bomcomix Estúdios (Angola), a Jovemtudo Cabo Verde e A Seita (Portugal).
Esta é uma iniciativa pioneira e insere-se no programa PROCULTURA, que pretende contribuir para a criação de emprego e geração de rendimento no setor cultural dos PALOP-TL, uma ação financiada pela União Europeia, co-financiada e gerida pelo Instituto Camões e co-financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Escrever de trás para a frente revela o mistério?

Posted On quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Tude dret, jovens artistas de Cabo Verde? Já alguma vez vos questionaram, enquanto admiravam o pôr-do-sol no Atlântico, o que aconteceria se escrevessem uma história ao contrário? Transformar-se-ia num mistério tão intricado como as ruas empedradas da Cidade Velha? Vamos embarcar numa viagem fantasiosa pela arte da narração - em reverse...



O Brainstorming Invertido
Imaginai que estão sentados debaixo de uma palmeira, com o caderno aberto, o ritmo do oceano a inspirar os vossos pensamentos. Decidem: "Hoje, vou começar a minha história pelo final e trabalhar ao contrário até ao início." Parece uma receita para um mistério, certo? Afinal, o que é mais misterioso do que conhecer o desfecho mas não o como ou o porquê?

O Fim é Apenas o Começo
Começar pela conclusão de uma história é como comer a sobremesa em primeiro lugar - não convencional mas emocionante. Sabem quem foi o culpado, mas como é que ele conseguiu? É como investigar a vossa própria narrativa, à procura de pistas nas ações e motivações das personagens.

Plot Twists em Marcha-atrás
Num mistério tradicional, os plot twists surpreendem-nos. Mas numa história ao contrário, estes giros narrativos desentranham o nó. Cada capítulo é um passo atrás no tempo, revelando um pouco mais sobre o "porquê" por trás do "o quê". É como observar um pintor a desfazer uma obra-prima, apenas para descobrir que cada pincelada tem uma história.

Arcos de Personagens em Marcha-atrás
O desenvolvimento invertido das personagens é um desafio fascinante. Apresentam as vossas personagens na sua forma final e depois vão gradualmente pelando as camadas. É como conhecer um velho e lentamente descobrir o jovem aventureiro que ele um dia foi. Cada capítulo revela um fragmento do seu passado, explicando o seu presente.

O Desafio do Suspense
O suspense numa história ao contrário é único. Em vez de vos questionarem sobre o que vai acontecer, interrogam-se sobre o porquê de isso ter acontecido. A tensão desenvolve-se não em direção ao clímax, mas rumo a uma compreensão. É como ouvir a punchline de uma piada e depois a preparação - sabem que uma surpresa os aguarda.

A Arte de Revelar Segredos
Escrever ao contrário significa dominar a arte de revelar segredos. Têm de decidir cuidadosamente o quê e quando divulgar. É uma delicada dança de informação, assegurando que cada passo para trás é simultaneamente revelador e intrigante.

A Volta Cabo-Verdiana
Agora, vamos acrescentar uma reviravolta cabo-verdiana à nossa história invertida. Imaginem ambientá-la nas vibrantes ruas do Mindelo ou na serena beleza de Santo Antão. A cultura, música e paisagens locais podem adicionar camadas de profundidade e autenticidade à vossa narrativa. A vossa história torna-se uma viagem através do tempo e uma celebração da herança cabo-verdiana.

O Capítulo Final (ou Primeiro?)
À medida que atingem o início (que é, tecnicamente, o fim), têm a satisfação de ver o quadro completo. A jornada ao contrário desentranhou o mistério, não através de descobertas suspensivas, mas através da compreensão e empatia pelas vossas personagens.

Em Conclusão: Um Mistério? Talvez!
Então, escrever uma história ao contrário automaticamente transforma-a num mistério? Não no sentido tradicional, mas certamente que acrescenta um elemento de intriga e um desafio único tanto para o escritor como para o leitor. É uma aventura literária, um puzzle montado com cada capítulo.

Quer sejam aspirantes a escritores na Praia ou artistas ambiciosos no Sal, ou simplesmente amantes de uma boa história em qualquer rincão de Cabo Verde, lembrem-se: escrever é explorar e criar. Por isso, por que não virar do avesso a escrita e fazer ao contrário? Quem sabe que mistérios poderão desvendar nas areias do tempo - ou devo dizer, nas areias da vossa imaginação?

Desejamos que tenham bons textos, e que as vossas histórias, para a frente ou para trás, sempre cativem e inspirem.
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