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A evolução da ilustração e banda desenhada em Cabo Verde: entre tradição e inovação

Posted On segunda-feira, 7 de outubro de 2024

 Se ao longo dos anos também teve contacto com os livros ilustrados em Cabo Verde o mais certo é que notou algumas diferenças. Os mais atentos terão notado que a ilustração e a  banda desenhada produzidas nas ilhas passaram por um processo de evolução notável, revelando-se como um reflexo da criatividade, inovação e desafios enfrentados pelos artistas locais. Quer seja para comprar, para oferecer ou apenas para folhear, este contacto terá despertado o olhar para as diferenças entre aquilo que se produzia nos primeiros anos da Independência, passando pelas décadas de 90 e mesmo no início de 2000 até chegar na produção vinte anos depois, na nossa actualidade.

A evolução da ilustração e banda desenhada em Cabo Verde - entre tradição e inovação


Nas últimas décadas, o arquipélago tem testemunhado momentos de estagnação e súbitos avanços. Contudo, na evolução da ilustração e banda desenhada em Cabo Verde é evidente na transformação dos traços, motivos e paleta de cores utilizados. Historicamente, a ilustração cabo-verdiana caracterizava-se por um estilo mais conservador, frequentemente retratando cenas do quotidiano insular.

Por outro lado, artistas talentosos acrescentaram-se e oferecem novas abordagens estilísticas, combinando influências tradicionais da cultura cabo-verdiana com uma estética contemporânea e técnicas digitais. Pode-se notar que os criativos locais tentam revitalizar na procura de uma conexão dos leitores com a cultura cabo-verdiana, sem abrir mão de novas perspectivas e estilos inovadores, mais ousados e com influências globais.

Outra mudança significativa na cena da ilustração e banda desenhada em Cabo Verde é a entrada de jovens talentosas mulheres. Num percurso pavimentado por poucas mulheres, inicialmente destacam-se nomes como Luisa Queirós, Leopoldina Barreto, Mizé Costa, Graça Matos Sousa, Ivete Santos e Ana Maria Carvalho Furtado. Agora as jovens emergentes trazem consigo uma energia e um entusiasmo transformador nesta narrativa visual: Merly Tavares, Coralie Silva, Gildoca Barros (todas participantes do projeto BDPALOP) e também Elisabete Gonçalves, Belva Monteiro, Jija Teixeira, Nathalie Melo, Tai Vieira, Lavínea Monteiro, Suzy Andrade, Djamila Inocêncio e outras também tem contribuído para expandir esta representatividade e novas experiências visuais. Meninas que diversificam as narrativas visuais, mas também inspiram uma nova geração de leitores e criadores. Para além da habilidade técnica, esta nova geração de ilustradores e artistas de banda desenhada traz um frescor e inovação para a cena.

Os próprios autores de estórias têm ganhado com essa evolução, uma vez que os ilustradores locais têm contribuído para a criação de obras visualmente cativantes e culturalmente relevantes para as crianças. De Cabo Verde para o Mundo.

E por falar em outros espaços, é possível observar uma relação direta entre a evolução qualitativa da ilustração cabo-verdiana e as oportunidades internacionais que surgem para os artistas locais. Alguns ilustradores combinam influências tradicionais com técnicas contemporâneas e digitais e já vão atraindo interesses além das fronteiras do arquipélago.

Sim, temos avanços, mas há desafios que persistem, especialmente em relação à falta de consistência dos ilustradores na publicação de obras. A justificativa é a nossa inseparável dificuldade financeira que faz com que a produção não possa ser regular. As despesas associadas à criação e publicação de ilustrações e  bandas desenhadas são um obstáculo significativo, levando com que alguns criativos só publiquem uma única vez ou tendo uma produção esporádica devido aos elevados custos envolvidos.

A falta de financiamentos contínuos, o preço elevado de materiais e de impressão, e a distribuição limitada são barreiras que dificultam a produção regular de novos títulos. Além disso, o mercado é pequeno, o que torna difícil para muitos artistas viverem exclusivamente da ilustração.

Como parte deste povo, os ilustradores também dão testemunho da resiliência e inovação na ilustração e  banda desenhada em Cabo Verde. Com ou sem a criação de mecanismos de apoio para que os ilustradores possam superar os desafios financeiros e assim garantir uma produção mais consistente. 

No todo, podemos falar da ilustração como um património artístico que merece ser valorizado, preservado e celebrado para que a cada geração se faça algo, se não melhor, diferente. Contudo, para que haja uma evolução sólida e sustentável, é necessário que haja mais investimentos em infraestrutura cultural, incentivos à produção artística e um mercado editorial mais robusto. O futuro promete muitas páginas a serem escritas – e desenhadas.

banda Desenhada em Cabo Verde: Uma arte emergente em ascensão

Posted On quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Quando ouves falar sobre ‘Banda Desenhada’ em Cabo Verde, qual a imagem que vem? Uma arte legítima e valiosa ou uma produção menor no todo ecossistema dos livros e das publicações nas ilhas?

banda Desenhada em Cabo Verde: Uma arte emergente em ascensão


É verdade que historicamente tem existido uma certa percepção de menoridade em relação à banda desenhada (aquilo que localmente chamamos de ‘Quadrinhos’), mas nota-se uma certa mudança gradual nesta visão. Autores de banda desenhada estão a ganhar mais reconhecimento com esta forma de arte, também ela capaz de expressar esse nosso Cabo Verde, suas culturas e histórias únicas. Claro que não se pode falar de uma indústria de banda desenhada no país, mas temos nomes nesta vertente criativa que despontam para dar os seus contributos.
Como meio de expressão, a Banda Desenhada tem sido pouca utilizada ao longo dos tempos no nosso arquipélago. Nada que se compara à história cultural que é fortemente influenciada pela música, literatura e as artes plásticas tradicionais. Bom, podemos apontar que ver a BD como uma forma de arte “menor” em relação a outras expressões artísticas mais estabelecidas, não é exclusivo de Cabo Verde. Mas isso não pode servir de consolo ao analisar a situação local.
Existem grandes desafios que são transversais à própria indústria editorial nacional e que passam pela falta de infraestruturas de apoio à produção, distribuição de banda desenhada e plataformas de divulgação, o que contribui para uma certa marginalização do meio. Outro desafio dos ilustradores é conseguir pegar desta arte e apresentá-la ao público como uma forma de expressão local autêntica. Alguns tem optado por resgatar personagens do folclore, figuras históricas nacionais ou relatos que ouviam dos seus mais antigos para apresentar uma BD com uma linguagem que ressoa a crioulidade de olhos no Mundo. Desta forma procuram observar e expressar as identidades e as narrativas cabo-verdianas, especialmente para as gerações mais jovens. Contudo, vale ressaltar que a BD ainda é frequentemente vista como algo voltado principalmente para crianças e jovens, o que pode limitar a sua aceitação como uma forma de arte séria e multifacetada, mas isso é outro assunto.
Mais recentemente, a iniciativa BDPalop (projeto que a Jovemtudo Cabo Verde é parceira) tem contribuído para elevar o status da BD nos países africanos de língua oficial portuguesa (em especial Angola, Cabo Verde e Moçambique), com parceria em Portugal e de olhos no mercado de Brasil, promovendo-a como uma forma de arte valiosa e relevante. Eventos, lançamentos e a crescente popularidade entre os jovens que se candidatam à Bolsa Literária da BDPALOP sugerem que a BD em Cabo Verde continuará a evoluir e a ganhar o reconhecimento que merece. Ou seja, o futuro da BD em Cabo Verde parece promissor, com criadores emergentes a esquadrinhar temas locais e globais, mas sempre na espera do despertar do mercado para o potencial desta forma de arte como uma expressão cultural e comercial. Esta plataforma da BDPALOP proporciona um espaço para a internacionalização das obras nacionais e um intercâmbio de autores com um público que de outra forma não teriam fácil acesso. Bem como potencializando que mais autores publiquem fora do país, testem outras plataformas digitais e impressas para atingir novos públicos. Este é um projeto que ajuda a nutrir os talentos locais e a criar ligações com a comunidade global de banda desenhada. A Segunda Mostra de Banda Desenhada, organizada recentemente, é um excelente exemplo do esforço contínuo para promover o talento local. Este evento reuniu obras de autores de Cabo Verde, Angola e Moçambique, revelando um universo gráfico e narrativo diversificado, repleto de criatividade.
Entre os talentos emergentes que participam das três edições da BDPALOP, destacam-se os nomes das duplas Kitty Blunt (Argumentista) e Toze Art (wasl) (Ilustrador) ou Domingos Mickaell Luísa (Argumentista) e Coralie Tavares Silva (Ilustradora) ou Edna Tavares (Argumentista) e Heguinil Mendes (Ilustrador). Também se destacam Marco Rendall (Argumentista) e Tiago Rendall (Ilustrador) ou Alan Alan (Argumentista) e Rogério Rocha (Ilustrador) ou Hannah Correia (Argumentista) e Alberto Fortes (Ilustrador). E na terceira edição sobressaem Erick Fortes (Argumentista) e Gildoca Barros (Ilustradora) ou Cheila Delgado (Argumentista) e Merly Tavarez (Ilustradora) ou Christy Roberto (Argumentista) e Gilardi Reis (Ilustrador). Todas essas duplas, através das suas criatividades nos argumentos e ilustrações têm dado visibilidade à riqueza da cultura cabo-verdiana com estórias encantadoras de um imaginário das ilhas para o Mundo e narrativas visuais com personagens marcantes. De se realçar que essas duplas receberam uma Bolsa Literária no valor de 5 Mil Euros que os permitiu desenvolver e publicar os seus trabalhos através de livros e que chegam também ao público através de eventos e plataformas digitais.
Com o desenvolvimento destes talentos e com um maior reconhecimento é de se esperar que Cabo Verde tenha uma palavra a dizer na banda desenhada africana. Enquanto isso a BDPALOP continua na sua missão de incentivar, promover e divulgar o que fazemos de bom na Banda Desenhada em Cabo Verde e nos PALOP.
Agora, mais do que nunca, a BD em Cabo Verde está a mostrar ao mundo que as suas histórias merecem ser contadas e lidas. Dê também o seu apoio à nossa Banda Desenhada!
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A 𝐁𝐃𝐏𝐀𝐋𝐎𝐏 é um movimento catalisador do ecossistema da Banda Desenhada no espaço PALOP e dos vários elementos da sua cadeia de valor. Este é um projeto implementado por quatro parceiros constituintes, a Anima (Moçambique - Coordenador do Projecto), a Bomcomix Estúdios (Angola), a Jovemtudo Cabo Verde e A Seita (Portugal).
Esta é uma iniciativa pioneira e insere-se no programa PROCULTURA, que pretende contribuir para a criação de emprego e geração de rendimento no setor cultural dos PALOP-TL, uma ação financiada pela União Europeia, co-financiada e gerida pelo Instituto Camões e co-financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Escrever de trás para a frente revela o mistério?

Posted On quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Tude dret, jovens artistas de Cabo Verde? Já alguma vez vos questionaram, enquanto admiravam o pôr-do-sol no Atlântico, o que aconteceria se escrevessem uma história ao contrário? Transformar-se-ia num mistério tão intricado como as ruas empedradas da Cidade Velha? Vamos embarcar numa viagem fantasiosa pela arte da narração - em reverse...



O Brainstorming Invertido
Imaginai que estão sentados debaixo de uma palmeira, com o caderno aberto, o ritmo do oceano a inspirar os vossos pensamentos. Decidem: "Hoje, vou começar a minha história pelo final e trabalhar ao contrário até ao início." Parece uma receita para um mistério, certo? Afinal, o que é mais misterioso do que conhecer o desfecho mas não o como ou o porquê?

O Fim é Apenas o Começo
Começar pela conclusão de uma história é como comer a sobremesa em primeiro lugar - não convencional mas emocionante. Sabem quem foi o culpado, mas como é que ele conseguiu? É como investigar a vossa própria narrativa, à procura de pistas nas ações e motivações das personagens.

Plot Twists em Marcha-atrás
Num mistério tradicional, os plot twists surpreendem-nos. Mas numa história ao contrário, estes giros narrativos desentranham o nó. Cada capítulo é um passo atrás no tempo, revelando um pouco mais sobre o "porquê" por trás do "o quê". É como observar um pintor a desfazer uma obra-prima, apenas para descobrir que cada pincelada tem uma história.

Arcos de Personagens em Marcha-atrás
O desenvolvimento invertido das personagens é um desafio fascinante. Apresentam as vossas personagens na sua forma final e depois vão gradualmente pelando as camadas. É como conhecer um velho e lentamente descobrir o jovem aventureiro que ele um dia foi. Cada capítulo revela um fragmento do seu passado, explicando o seu presente.

O Desafio do Suspense
O suspense numa história ao contrário é único. Em vez de vos questionarem sobre o que vai acontecer, interrogam-se sobre o porquê de isso ter acontecido. A tensão desenvolve-se não em direção ao clímax, mas rumo a uma compreensão. É como ouvir a punchline de uma piada e depois a preparação - sabem que uma surpresa os aguarda.

A Arte de Revelar Segredos
Escrever ao contrário significa dominar a arte de revelar segredos. Têm de decidir cuidadosamente o quê e quando divulgar. É uma delicada dança de informação, assegurando que cada passo para trás é simultaneamente revelador e intrigante.

A Volta Cabo-Verdiana
Agora, vamos acrescentar uma reviravolta cabo-verdiana à nossa história invertida. Imaginem ambientá-la nas vibrantes ruas do Mindelo ou na serena beleza de Santo Antão. A cultura, música e paisagens locais podem adicionar camadas de profundidade e autenticidade à vossa narrativa. A vossa história torna-se uma viagem através do tempo e uma celebração da herança cabo-verdiana.

O Capítulo Final (ou Primeiro?)
À medida que atingem o início (que é, tecnicamente, o fim), têm a satisfação de ver o quadro completo. A jornada ao contrário desentranhou o mistério, não através de descobertas suspensivas, mas através da compreensão e empatia pelas vossas personagens.

Em Conclusão: Um Mistério? Talvez!
Então, escrever uma história ao contrário automaticamente transforma-a num mistério? Não no sentido tradicional, mas certamente que acrescenta um elemento de intriga e um desafio único tanto para o escritor como para o leitor. É uma aventura literária, um puzzle montado com cada capítulo.

Quer sejam aspirantes a escritores na Praia ou artistas ambiciosos no Sal, ou simplesmente amantes de uma boa história em qualquer rincão de Cabo Verde, lembrem-se: escrever é explorar e criar. Por isso, por que não virar do avesso a escrita e fazer ao contrário? Quem sabe que mistérios poderão desvendar nas areias do tempo - ou devo dizer, nas areias da vossa imaginação?

Desejamos que tenham bons textos, e que as vossas histórias, para a frente ou para trás, sempre cativem e inspirem.

A verdade ofuscante da página em branco

Posted On terça-feira, 21 de novembro de 2023

Saudações, criativos cabo-verdianos. Já sentiram que o olhar vazio de um documento em branco está a escaldar a vossa criatividade? Então, juntem-se a mim enquanto exploramos a questão irónica: "Será que um documento Word em branco pode realmente dar-vos uma queimadura solar?"



Imagina isto: sentas-te, com o portátil aberto e os dedos prontos, preparado para cobrir a página com palavras. Mas de repente, és confrontado com o branco imaculado de um documento vazio, piscando-te inocentemente. O cursor pulsa como uma provocadora bola de praia. Parece-te familiar?

Embora uma queimadura solar real seja improvável (a não ser que estejas a ler na praia!), a frustração é real. A ansiedade, a dúvida, até a vergonha de não ter ideias a fluir instantaneamente. Arde, mesmo que apenas metaforicamente. Isto, amigos, é a "queimadura solar" que todos os artistas conhecem.

Felizmente, há "proteção solar" para escudar a tua criatividade. Esquemas, notas, qualquer coisa que aplique uma camada entre tu e a página nua. É como o gel de aloé vera (a nossa babosa) a aliviar a tua incerteza. E preparar com antecedência ajuda - rabisca num caderno primeiro para criar um "chapéu" de ideias.

Mantém-te hidratado, também. Lê livros, assiste a danças locais, ouça mornas, batuco ou o teu género preferido. Deixa a cultura cabo-verdiana salpicar inspiração no teu processo criativo.

Lembra-te, primeiro rascunhos são como bronzear - aceita a imperfeição, edita com gentileza mais tarde. Afasta-te quando for demais; a azáfama colorida do mercado pode suscitar insights. E sê bondoso contigo mesmo depois - trata o teu trabalho como um gel de aloé vera reconfortante.

Enquanto queimaduras solares requerem um médico, esta queimadura criativa é um rito de passagem. Todos enfrentamos o brilho eventualmente. Por isso, passa bem esse protetor solar metafórico e mergulha. A cultura vibrante de Cabo Verde é o melhor remédio para a cegueira da página em branco. O calor criativo vale a pena. Boa inspiração.

Greve no papel: quando os personagens dizem 'Não!'

Posted On segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Ah, os problemas excêntricos de ser um jovem escritor em Cabo Verde. Num momento, estás a imaginar as personagens mais coloridas – João o pescador aventureiro, Maria a sábia matriarca. Mas de repente, os teus amigos fictícios decidem revoltar-se.

Quando os Teus Amigos Imaginários se Rebelam: Lidar com uma Greve de Personagens
Quando os Teus Amigos Imaginários se Rebelam: Lidar com uma Greve de Personagens


Estás felizmente a escrever, e bam! João recusa-se a zarpar. Maria não diz uma palavra. Tens uma greve geral de personagens em mãos. O que há um aspirante a autor de fazer?

Antes de contactares o departamento de trabalho literário, tenta apaziguar as tensões tu mesmo. Afinal, estas personagens rebeldes vieram da tua mente criativa. Conversa com elas primeiro.

Senta-te, faz um bom café do Fogo forte e começa por ouvir. Quais são as queixas delas? Querem linhas narrativas mais intrigantes ou personalidades mais complexas? Abordar isto como uma mediação pode revelar os seus motivos.

De seguida, exercita os teus músculos criativos para melhorar as histórias delas. Dá ao João uma viagem arriscada para uma nova terra. Revela gradualmente ao longo de alguns capítulos o segredo enterrado da Maria. Ajustar a tua visão original mostra que valorizas o contributo delas.

E lembra-te, o tempo longe pode trazer inspiração. Enquanto passeias pelas ruas do Mindelo ou relaxas nas praias ensolaradas de Praia ou na tua localidade, uma epifania pode surgir sobre como lidar com as tuas personagens. O espaço permite que a criatividade respire e se recalibre.

Se tudo o mais falhar, experimenta prompts de escrita divertidos. Imagina o João abandonado numa ilha deserta. Imagina a Maria a ganhar a lotaria. A tua imaginação está a despertar de novo?

Embora contratar um negociador de trabalho literário seja hilariante, ter paciência e compreensão pelas tuas personagens é essencial. Inclui-as no processo criativo. Quando tanto o escritor como as personagens estiverem satisfeitos, as tuas histórias ganharão verdadeiramente vida e vibração.

Portanto anima-te, continua a sonhar, e nunca pares de escrever. As diferenças artísticas podem sempre ser resolvidas – mesmo quando os teus amigos fictícios se tornam rebeldes demais. Essa veia rebelde pode simplesmente levar o teu trabalho em direções emocionantes e novas.

A irreverência criativa dos novos talentos de Cabo Verde

Posted On terça-feira, 14 de novembro de 2023

A renovação faz-se por ela própria. E na criatividade dos jovens autores em Cabo Verde isso também se verifica. Eles chegam com novas artes na bagagem e muita vontade de mostrar as suas visões e talentos. Eles vêm com as tintas frescas, as coreografias ousadas, os textos arrojados. Trazem nova melodia, carregada de aroma de histórias ainda não contadas. É nesta efervescência cultural que encontramos o novo criativo, dando passos às vezes firmes e noutras com os receios normais, mas sem parar pelo medo.


Muitos desses artistas locais são guardiões de memórias, mas também inovadores, juntando o antigo com o novo. Uma geração jovem que traz um colorido à cultura local com os seus traços, batidas, melodias, representação, textos e infinitas formas de se expressar.

Da expressão da tradição, do respeito aos mestres e aos legados, os novíssimos artistas da terra procuram traçar os seus caminhos, com novidades e irreverência.

Deixemos os novos pintores rabiscarem as suas telas, os músicos samplearem os seus ritmos, os escritores quebrarem paradigmas. Isso se chama evolução e quem não se renovou ficou ultrapassado. É assim que avançamos. Com essa mistura entre a tradição inovação, coragem, criatividade damos forma à cultura contemporânea em Cabo Verde.

Quanto tempo dura os direitos autorais em Cabo Verde?

Posted On sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Em Cabo Verde a criatividade floresce a cada esquina. Os criativos, principalmente os jovens criativos, pintam as ilhas com as cores da inovação e expressão. Mas, muitos têm a dúvida de até onde vai a fronteira temporal e física na proteção dos seus direitos autorias.

Quanto tempo dura os direitos autorais em Cabo Verde

De acordo com os Direitos de Autor e Direitos Conexos “D.A.D.C”, a proteção dos direitos autorais em Cabo Verde abraça a vida do criador e se estende por 50 anos após o seu último suspiro. É este o tempo entendido como suficiente para garantir que a arte, literatura ou inovação continue a servir de inspiração para as gerações vindouras.

Já os Direitos Conexos, esses fiéis companheiros dos direitos autorais, também e mantém por 50 anos, protegendo intérpretes, produtores e organismos de radiodifusão. isso garante que a maré da criatividade flua, mas sempre retornando os créditos à fonte original, ao coração pulsante do criador.

Aqui, nas ilhas de Cabo Verde, cada nota musical, cada palavra escrita e cada imagem capturada é uma embarcação navegando pelo oceano infinito da expressão. E enquanto navegamos juntos por estas águas, os direitos autorais e conexos servem como os faróis, guiando-nos através das névoas do tempo e da exploração indevida.
A criatividade, quando protegida e respeitada, torna-se um porto seguro onde as futuras gerações podem ancorar, explorar e serem inspiradas. Cabo Verde, com suas leis de direitos autorais, não apenas protege os criadores de hoje, mas também semeia as sementes para os jardins criativos do amanhã.

Queres te aprofundar mais sobre os Direitos de Autor e Conexos em Cabo Verde? Veja aqui
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